Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Sougou... da Silva

Leio no Maisfutebol que Sougou, avançado senegalês da Académica está a tratar do processo de naturalização para adquirir a cidadania portuguesa. Assim mantenha a boa forma (leva já 4 golos na Liga) e/ou seja transferido para um dos clubes nacionais de maior expressão logo alguns entendidos começarão a lançar o seu nome como hipótese para a selecção nacional. E não estranhará que o façam pois em Portugal cada vez são menos seleccionáveis. Se tomarmos como base os 11 iniciais das 16 equipas da 1.ª Liga na última jornada verificamos que apenas 38% são portugueses!

Diz o ditado popular que com o mal dos outros podemos bem daí que me centre no "nosso mal", apenas 2 portugueses entre os titulares (Coentrão e Martins) e outros 2 como opção (Amorim e Peixoto). Obviamente que não tenho nada contra Aimar, Cardozo, David Luiz e companhia e que têm de jogar sempre os melhores, independentemente da nacionalidade mas...
Não devemos estar mais atentos à nossa formação? Alguns podem dizer que a cantera não é grande coisa e que nos ultimos anos apenas apareceu o Manuel Fernandes mas quantas oportunidades é que se deram a jovens como Hélio Pinto, Bruno Aguiar, Pedro Correia, João Coimbra, Miguel Vitor ou Roderick Miranda? Talentos como Nelson Oliveira, David Simão e Miguel Rosa, em foco no Paços de Ferreira (os 2 primeiros) e Belenenses, onde estão emprestados, ser-lhe-ão dadas oportunidades?

Não devemos estar mais atentos aos valores nacionais dos nossos adversários? Uns não vingam mas nos ultimos 7/8 anos apareceram Raul Meireles, Frechaut, Ze Castro, Rolando, Ruben Micael, Eduardo e João Pereira (este com a agravante de ter sido dispensado do nosso clube) todos eles futuros internacionais portugueses. Nuno Coelho (Académica) e João Ribeiro (Vitória Guimarães), ambos recentemente chamados à selecção de sub-23, são exemplos de bons jogadores disponíveis no mercado.

Ainda Sobre o Comunicado do SLB...

Muito se escreveu e discutiu sobre o comunicado do Benfica (ontem reforçado por LFV) apelando ao boicote dos jogos fora do SLB. Embora concorde na génese de que necessitamos de fazer algo para chamar a atenção para a vergonha que se tem vindo a assistir nas primeiras jornadas do campeonato, não posso deixar de sentir que o SLB está a comportar-se como o miúdo dono da bola que quando o jogo lhe está a correr mal (ou neste caso, quando é arbitrado por um “bully”), resolve levar a bola para casa.

O Benfica não é nem nunca foi um clube do “contra tudo e contra todos”. Ao invés, é um clube de inclusão, em que quando ganha, outros também ganham (foi assim no passado com a “onda vermelha” que acompanhava o Benfica para todo o lado, especialmente quando estávamos em 1.º, enchendo os cofres dos depauperados clubes onde passávamos). Ao dizer a todos os clubes que isto não mais irá acontecer, o que esperamos? Que os clubes, ao serem subtraídos de algumas centenas de milhares de euros mudem radicalmente a sua subserviência ao sistema corrupto? Pelo contrário, ficarão mais vulnerável a ele, pois terão menos capacidade financeira para pensarem por si só.

O Benfica não pode ter 15 inimigos na Liga, como tal não deve generalizar estas acções punitivas. Porque não uns boicotes específicos contra alguns clubes? Porque não transmitir a mensagem que os clubes independentes têm mais a ganhar do que os satélites dos corruptos? Porque não boicotar o jogo com o Portimonense mas depois encher Paços de Ferreira? Não transmitiríamos uma mensagem de discriminação positiva usando a nossa melhor arma (a força da nossa massa adepta) em vez de terra queimada? Fica a sugestão…

Sábado, 9 de Outubro de 2010

Sou de um Clube Lutador...

Em Guimarães, quatro jornadas volvidas sobre um campeonato onde a abundância de erros de arbitragem contra o nosso clube, vergonhosamente encobertos pela opinião pública que insistia em justificar o fraco início de temporada com os erros de Roberto e as ausências de Di Maria e Ramires, o presidente Luís Filipe Vieira perdeu finalmente a paciência, expressando publicamente a revolta que todos os benfiquistas sentiam naquele momento.

Desde então foram vários os comunicados, declarações e demais acções levadas a cabo pela direcção exigindo isenção e rigor, o que motivou querelas, entre outros, com Laurentino Dias, Vítor Pereira, André “Football Manager” Villas-Boas e Pinto “Corrupto” de Sousa. A ameaça de boicote à Taça da Liga e suspensão das negociações relativas aos direitos televisivos, bem como o desincentivo à deslocação de benfiquistas aos estádios das equipas adversárias (habituadas a encher os cofres à nossa conta) e a audiência com o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, contribuíram para arrastar Liga, Olivedesportos e Governo, veiculando-os à luta pela verdade desportiva.

Penso que não é necessário reler Sun Tzu e a sua Arte da Guerra para entender que esta estratégia é a única possível face ao actual estado do futebol português, um misto de mentira e canalhice. A denúncia e condenação destas práticas tornam insustentável a manutenção do discurso positivo da época transacta. Somente uma direcção atenta e vigilante ao que se passa fora de campo permite que os jogadores e equipa técnica trabalhem serena e afincadamente para nos continuarem a proporcionar vitórias dentro de campo.

Pontapé de Saída

Sejam bem-vindos a UM BOM CHEFE DE FAMÍLIA, novíssimo blog de crónicas, opiniões e reflexões sobre e para o Sport Lisboa e Benfica!